Factor surpresa. Ou será novidade?

By boxxer

Muitas desculpas foram já elaboradas para tentar explicar – uma vez que parece ser impossível justificar – a tendência que os animais do sexo masculino, homens incluídos, têm para “dar umas facadinhas” no matrimónio.

Ok, os animais não casam, diriam alguns de vós. E, sem polegares oponíveis como nós, poucos são aqueles suficientemente habilidosos para empunhar uma faca. Mas isso não os impede de serem uns perfeitos boémios e verdadeiros mulherengos. Ou… “femenengos”, como preferirem.

Mas, no caso do ser humano, o que levará os homens a esta cobiça por toda e qualquer representante do sexo feminino que lhe chame a atenção? E entenda-se, por chamar a atenção, todo e qualquer decote generoso, saia curta ou, simplesmente, enormes mamas, sem que, ainda assim, se tornem alheios a um belo rabo. Na verdade eu diria que o homem é um apreciador do corpo feminino. Bolas, até as mulheres devem ser, vocês já viram bem o corpo dum homem? Acho que é consensual e pacífico que o corpo feminino é infinitamente mais belo que o masculino. Estou a divagar. Dizia eu que o homem é um apreciador de todas as instâncias da beleza feminina, em muitas das suas manifestações. O homem é atraído pelo factor novidade como os tubarões são atraídos pelo sangue. Talvez porque as “tubaroas” não têm a visita do amigo comuna uma vez por mês, senão a conversa seria certamente diferente.

O homem gosta de apreciar as nuances exibidas pelas várias mulheres com que se cruza no dia-a-dia (ou na internet, ou nas capas das revistas “para homens” que, inexplicavelmente, comportam uma quantidade assinalável de texto que ninguém entende para que serve). Isso faz alguma confusão às nossas caras-metades. Assumem que, sempre que olhamos para outra mulher, é por ela ser mais bonita, sexy ou interessante que ela. Eu diria que não. É apenas diferente. Até pode ser mais feia e menos bem feitinha, mas é diferente. E, tendo algo que nos atraia, prende-nos a atenção. Não que vamos fazer alguma coisa com base nisso. Não é um risco para a relação que temos. É tão inofensivo quanto apreciar um belo carro desportivo. Sabemos que, na melhor das hipóteses, talvez aconteça um dia termos a sorte de dar uma voltinha num. Mas não seria um carro para o dia-a-dia e, para a maioria, seria impensável sustentar uma máquina daquelas. Percebem?

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