Muito se tem falado – e muito ainda se há-de falar – sobre as diferenças entre homens e mulheres. Muitos conflitos têm sido alimentados por essas mesmas diferenças, senão todos, entre homens e mulheres. E se, por um lado, algumas diferenças são muito bem-vindas (que sentido teria para a vida dum gajo andar com este enchumaço no meio das pernas se não houvessem mulheres?), outras, contudo, são determinantes para o desenrolar duma relação.
Hoje venho falar-vos de uma dessas temidas diferenças, que assombra todo o homem comprometido: a forma veemente como as mulheres se opõem às nossas formas de gastar dinheiro. Eu disse gastar? Deixem-me corrigir: investir!
Toda a gente sabe que um homem é, e sempre será, a eterna criança. O famoso síndrome do “brinquedo novo” ainda se apodera de nós quando, aos 50 anos, vamos comprar aquele descapotável que sempre quisemos, ou quando estamos à espera dum “gadget” que pode chegar a qualquer dia à nossa caixa de correio, etc..
Até pode ser uma coisa útil ou de que realmente precisamos, mas para nós representa sempre aquele entusiasmo infantil. Faz parte. Mas muitos de vós também se recordam, com certeza, de ver, em crianças, situações entre os vossos pais que aludem a este fenómeno. Diálogos em que o vosso pai diz “oh Maria, tenho que comprar um submarino nuclear”, e a vossa mãe devolve com um “‘tás maluco? Para que é que queres essa porcaria? Não quero mais tralhas cá em casa!”. E lá se vai um castelinho de areia (ou lá vem uma bela duma discussão, já se sabe).
Com efeito, este tipo de situações são altamente castradoras para a condição essencial de se ser homem. E são, ao mesmo tempo, inevitáveis. Há-de ser assim para sempre, enquanto (ainda) houverem homens e mulheres. Se calhar já o era na altura em que o homem das cavernas queria trazer um calhau para casa porque o tinha usado para matar um mamute à pedrada e a mulher não queria pedras lá em casa. Na gruta, entenda-se. Irónico… mas as mulheres são assim. E isto continuará, certamente, até na altura em que o Spock resolver trocar de orelhas por umas normais e a Spocka lhe mandar um berro a ameaçar aplicar nele o “Vulcan death grip” se ele se atrever a gastar dinheiro dessa maneira.
Portanto, deixo-vos aqui um repto: se arranjarem maneira de dar a volta a esta história, partilhem. Não tenham medo. Ainda acabam por se tornar ricos. Muito ricos!