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By boxxer

Publicidade. Está em todo o lado. Dos jornais aos carros de Fórmula 1, não há espaço em branco na nossa sociedade que não seja preenchido por campanhas mais ou menos apelativas a… bom, a tudo e mais alguma coisa.

O que até agora me tinha passado mais ou menos ao lado – e com que me deparei de repente num destes dias – são as publicidades a medicamentos que vêm nos saquinhos das farmácias: hoje em dia uma pessoa tem uma gripe ou uma dor de cabeça, vai à farmácia comprar medicamentos e sai de lá com um saquinho com dizeres únicos como “Imodium plus, único disponível no mercado que, para além de tratar a diarreia, actua ao nível dos sintomas associados como cólicas, gases e flatulência“. Sim, sim! Exactamente assim! Com aquelas palavras agradáveis a negrito e tudo. Não basta um gajo estar doente ainda tem que sair à rua munido deste belo artigo de publicidade que faz com que toda a gente nos veja como tenores capazes de peidar o Barbeiro de Sevilha em dó menor enquanto está abancado na sanita a mandar o fax para Angola.

Eu já achava incomportável assistir a anúncios de produtos contra a diarreia na televisão durante a hora do jantar, daqueles em que dizem a palavra diarreia 30 vezes de seguida. Claro que acaba por ser bom para aquelas pessoas que querem ter cuidado com a alimentação, porque sempre pensam duas vezes antes de ir buscar a mousse de chocolate para a sobremesa, mas… porra, também tira o apetite a quem o tem!

Então para os homens, sair da farmácia com sacos que propagandeiam produtos contra a impotência sexual são mesmo o mais baixo que se pode chegar. Mais vale um gajo cagar – passo a expressão – para os anti-histamínicos que acabou de comprar e passar o resto do Verão com a canalização do nariz marada do que ter que passar a ideia de que não consegue apontar a arma em pleno período de caça.

É que se ao menos nos pagassem para andar por aí a fazer publicidade…

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