FInalmente os defensores da sesta (aquele sono curto mas tão desejado depois do almoço) têm mais um argumento para esgrimir na sua luta contra o patronato que não prega olho!
AInda bem que há por aí malta nova que envereda pelo mundo da informática e tem ideias parvas como esta, porque sempre nos dão a hipótese de sonhar. Ora, ao que parece, esta invenção foi levada a cabo no contexto dum trabalho escolar numa universidade de Berlim, e consiste numa pequena almofada que se monta nos portáteis e que é inflada através das saídas de ventilação do computador. Isto, por muito bom que possa parecer, é na verdade uma grande cagada. Reparem: o ar que sai do portátil é quente. Muito quente, em certos casos. Para quem gosta de orelha assada, é um mimo. Mas antes de esfregarem as mãos de contentes para enterrar a cabeça na almofada, o melhor deve ser certificarem-se de que esta está realmente cheia porque, se bem conheço os portáteis, é capaz de demorar um bom bocado até que a almofada fique suficientemente cheia para ser usada. Depois há ainda o problema dos portáteis actuais serem, na maioria, bonitos e leves. Isto nem é muito mau se estivermos a falar dos caros, que são feitos em ligas de magnésio, alumínio ou titânio. Mas num daqueles mais acessíveis, 10 minutos com a cabeça deitada em cima da tampa, que costuma ser algo maleável, devem culminar num ecrã todo fodido pelas teclas e pronto para a sucata.
Resumindo, e já que não se pode dormir no trabalho, quando estiverem a usar o portátil em casa e vos der o sono, usem o sofá ou a cama. Mais vale levantar o rabo da cadeira e dar uns passos do que ficar com o teclado cravado no ecrã.